sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Permita-se perceber

"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos, os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe
como tem a alma Perfumada! E que esse perfume é dom de Deus".
(Artista Desconhecido)

sábado, 1 de outubro de 2011

E Por Aí Vai...



Eles dizem que o tempo é tudo, dizem que o amor é cego, e que o céu é o limite.
 Acho que eles sabem pouco sobre o tempo; de que vale contar o tempo sem ter um objetivo? Sem acreditar? Sem fé? E aí tempo!?
Eu digo que meu amor não é cego, eu tenho um senso crítico muito afiado. 
Tenho um olho clínico aguçado, e acho que idiota é quem aceita tudo, e não valoriza nada, isso não é amor é encantamento, saiba que isso acaba um dia.
E de pensar que um dia o céu irá cair sobre nossas cabeça me tirou a idéia de que ele é o limite, prefiro pensar que ele é o portal de uma aventura cósmica ainda desconhecida, e por ai vai...

Desejos


Desejo com você:
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Chope com amigos
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Música de Tom com letra de Chico
Ter surpresas agradáveis
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever vários poemas de Amor
Que nunca será rasgado
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar você na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Ouvir a chuva no telhado
Alcançar a plenitude
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

sábado, 24 de setembro de 2011

A felicidade está mais perto do que você imagina!


Ter um pouco de bondade neste mundo de leões famintos deve ser a dose para atravessar a ponte. A ponte que separa a hipocrisia da felicidade. E foi com coragem que eu cheguei lá, juntei bagagem e me joguei. E foi no início da ponte que eu me deparei com uma tartaruga já velha, muito cansada, e dei a ela água de beber. Estava exausta, levava consigo muitos problemas no casco, e sua timidez a impedia de ser feliz, prometi que a esperaria do outro lado. Eis a caminhada rumo a felicidade. O céu aberto e a brisa leve me faziam sentir vontade de continuar caminhando. Acabei conhecendo um elefante que fugira do circo, o conquistei com amendoins. Tão simpático. Em troca me ofereceu carona até metade do caminho. Batemos aquele papo cabeça. E descobri que debaixo daquela pele grossa e machucada existia um coração de manteiga, que a todos acolhiam. E guardava tudo na caixola, feito um exercício pra mente. Me despedi, e desejei sorte. Que a vida seja grata com ele. De longe avistei um urso, um jacaré e uma onça que ajudavam um morcego que caíra, propositalmente não conseguia mais voar. Indignado com a vida ele resolveu caminhar, e com o tempo ele percebeu que o preconceito é uma forma inútil de encarar a realidade, e que ele poderia sim andar debaixo do sol quente. Bastava abrir bem os olhos. Ao fim da jornada encontrei um pinguim, que semelhante a mim caminhava sozinho. Houve uma tempestade e ele se perdeu do cortiço. Andava a procurar outros pinguins, e nos invernos se esquentava com as focas. Na vida lhe cabia um único amor, que encontrara há um tempo. Eis a jura da eternidade. Foi assim que aprendi com ele que amamos de verdade uma única vez, e que as diferenças são tão interessantes quanto as semelhanças.
Hoje vivo do que aprendi pelo caminho, houve despedidas, e muitos encontros. Aprendizagem e mudanças. Pode ser que os hipócritas venham também. Quem dera eu diminuir a distância da ponte. Aqui é bom. Você já esta caminhando ou continua parado?